COMBO | A nova diva + O dia em que a realeza andou de ônibus!


Isso mesmo que você leitor anônimo, que está em casa desfrutando da brisa de seu ventilador nas suas vestes mais mulambentas ou que está saindo do trabalho agora para pegar aquele delicioso coletivo lotado ou até mesmo você que faz questão de comentar "First" em toda e qualquer postagem, leu...COMBO! Essa será uma postagem dupla para comemorar minha chegada oficial nessa belezura de Blog! (Agora vocês aplaudem e vão a loucura de felicidade...) O vou de mochila agora é Combo, Dupla Dinâmica, Batman e Robin...
Mas comecemos pelo início, meu nome é Mariana Azevedo aka A diva! ou Mari, uma das criaturas mais preguiçosas e impacientes da face da terra mas quando inspirada não tem pra ninguém. Sou estudante de letras, arriada os 4 pneus + Step por literatura e musicais, louca por animações, filmes leves ou comédias românticas antigas (meus DVDs da Audrey que o digam), adoro uma boa piada embora tenha mania de estragar algumas, acho que música é feita pra dançar mas um bom blues ou chorinho não mata ninguém, sou entusiasta de todo e qualquer tipo de arte e detentora de milhares de lentes e mundos particulares. Esse é exatamente o motivo de estar aqui... Trazer, carinhosamente chamado, "marianices" para ser feliz :D

Sem mais delongas ou enrolações senta que lá vem a CRÔNICA DE TERÇA!

O dia em que a realeza andou de ônibus!
Ele estava sentado em minha frente, naquela única cadeira virada de costas no ônibus. Tenho de admitir que não era o homem mais bonito do planeta, entretanto sua beleza de certo modo me intrigou.

Aquela pele morena junto com aqueles olhos escuros e penetrantes me lembravam algum ator indiano, porém sua pele me pareceu muito clara para um indiano - Ele olha para o lado, me permitindo analisar seu perfil. - Minha imaginação que já estava a criar milhões de estórias logo lembrou dos egípcios. O que me fez perceber que realmente era muito claro para um indiano, e provavelmente seria algum árabe ou de toda aquela área que costumamos ver, no jornal, em guerra.
Isso! Na primavera árabe “encontrei” a estória perfeita para aquelas mãos, sem anel algum e de dedos longos. Se tratava de mais um clichê - Ele olha pela janela e após alguns segundos sorri - , bem, talvez não tão clichê. se tratava de um integrante da nobreza de seu país em guerra, fugido e disfarçado como um simples vendedor de eletrônicos.
Perfeito! Com um clichê já rasgado, invento a história para um estranho no coletivo. Se passa de um nobre, escondido entre os simples, o que explica a calça de tamanho perfeito, os sapatos bem engraxados e seu crachá escondido por trás de variados papéis de propaganda no bolso da camisa, junto com uma mísera caneta azul.
A corda é puxada, finalmente o ônibus chega em meu destino final. Uma última olhada naquele rosto simétrico, porém não o suficiente para um galã de TV, e as portas se abrem junto com aquele chiado comum a todo coletivo… Dou adeus a realeza!
Uma vez na calçada, o encanto foi quebrado, me deixando apenas um clichê incompleto que será esquecido em menos de duas horas.
Mariana Azevedo 2014


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